quinta-feira, 22 de agosto de 2013

COOPSUL na 5a Conferência Estadual das Cidades

A COOPSUL participou da etapa estadual da Conferência Nacional das Cidades, ocorrida entre 15 e 17 de agosto na sede da FIERGS. O debate sustentado pelos integrantes da Cooperativa desenvolveu-se em torno função social da propriedade e da utilização dos recursos públicos em fomento à autonomia, para devolver à sociedade os recursos aplicados em forma de organização socioeconômica e territorial.

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Dois delegados foram eleitos para a etapa nacional, que acontecerá em novembro deste ano. Também foi eleito um integrante da Cooperativa para o Conselho Estadual das Cidades. O grupo, que deliberou sobre um total de nove delegados, nove suplentes e três conselheiros estaduais, estava composto principalmente por cooperativas habitacionais. Em cada reunião do conselho serão consultados todos os presentes numa reunião e o resultado também seria compartilhado da mesma forma. A coordenação do Grupo foi assumida por Paulo Frankeira e a secretaria por Silvana Cardoso.

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Segue a ata da reunião com os nomes dos eleitos.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Começa implantação da Rede de comunidades autogestionárias

RELATO: COOPSUL – VISITA À CANDIOTA

Porto Alegre, 14 de agosto de 2013

No dia 12 de agosto de 2013, uma delegação da COOPSUL esteve no município de Candiota a convite do Prefeito da cidade. A visita é resultado do início da implantação do projeto Rede de comunidades autogestionárias, apresentado dia 20 de julho, em Porto Alegre.

 
Fonte: Estudo de aerossóis atmosféricos e aplicação de modelos numéricos (BRAGA, C. et al).

O projeto, que visa construir territórios de poder popular e romper com a dependência econômica, adota a estratégia de construir 100 casas em cada um dos 10 municípios num corredor da capital gaúcha até a fronteira com o Uruguai.

Candiota possui pouco menos de 10 mil habitantes e tem déficit de 1300 unidades habitacionais. Emancipado de Pinheiro Machado em 1992, sua base econômica é a termoenergia. Apesar da tradicional agropecuária, a cidade desenvolveu-se em torno da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica – Eletrobras CGTEE, a partir do complexo termelétrico de Candiota: Usina Termelétrica Presidente Médici (1961), Companhia Rio Grandense de Mineração (CRM, 1969) e a Cimpor – Cimentos de Portugal, SGPS, AS (entre os dez maiores grupos cimenteiros do mercado mundial). Juntas empregam, numericamente, quase metade da população da cidade (5 mil pessoas).

 
 
A cidade tem 32 assentamentos do MST. Mesmo assim não consegue ainda suprir a demanda de alimentação da rede municipal de escolas, com apenas 815 estudantes. Num dos locais de assentamento, o Seival, é explorada uma mina de carvão numa parceria entre a turbulenta MPX, de Eike Batista (com 70% do empreendimento), e a Copelmi (com 30%).

Constatamos que, mais além da dependência econômica e da significação absolutamente positiva da indústria no município, há muitas possibilidades de trabalho.

Nossa visita, de apenas um dia, dividiu-se assim:

Chegamos as 10h e fomos direto para uma reunião com assistentes do CRAS, com as quais conversamos sobre possíveis maneiras de construirmos um grupo de perfil autogestionário e entender quem seriam estas pessoas e grupos imediatamente acessíveis. Tivemos, assim, um relato prévio sobre os grupos de economia solidária e tipos de trabalho cooperativado já existentes no município.

 
 
Logo após o almoço, reunimos com algumas das Secretarias de governo e movimento quilombola para apresentar o projeto. A receptividade foi muito boa. Na ocasião foi possível levantarmos algumas das potencialidades de trabalho cooperativo pouco desenvolvidas, como alimentação, cerâmica, cadeia de extração da lã, corte e costura, entre outras, com as quais poderemos contar na reorganização de algumas comunidades. Todos o secretários reiteraram o apoio da Prefeitura ao projeto e o representante de quilombo convidou para uma atividade do movimento no dia 20 de agosto.

 
 
Logo após, partimos para conhecer algumas possibilidades de terrenos possíveis para a implantação de território a partir da construção de 100 casas. Um dos terrenos é junto com 207 casas de um empreendimento da própria prefeitura. O segundo terreno foi o que realmente nos impactou. Com inúmeras possibilidades de ocupação e composições entre moradia e produção. São três hectares de possibilidades (e beleza).

Fundos do terreno sobre o platô

Lateral leste: o açude faz parte do terreno

No fim da tarde nos reunimos com algumas das pessoas e grupos indicados pela assistência social como as possíveis de serem trabalhadas neste momento. Participaram aproximadamente 30 pessoas no total. Apresentamos o projeto simplificadamente e pedimos para ouvi-los.
 

Amplamente aceito depois de algumas dificuldades de compreensão, todos os que estavam presentes aderiram ao núcleo da COOPSUL em Candiota: trabalhadoras desempregadas (padeira, cozinheira, costureira, assentadas do MST), jovens de ambos os sexos e famílias, até mesmo os que já tem moradia própria e se disponibilizaram a iniciar o trabalho imediatamente. Marcaram uma reunião para a próxima segunda-feira, dia 19, para começarem a organizar o núcleo. Dentro de aproximadamente duas semanas estaremos novamente reunidos com eles. 

Na próxima semana, entre 19 e 24, estaremos em Bagé e na semana seguinte em Turuçu, e logo aos em São Gabriel, fazendo o mesmo trabalho.

Fotos: Felipe Drago

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

PRIMEIRO ENCONTRO DO PROJETO “REDE DE COMUNIDADES AUTOGESTIONÁRIAS”

No dia 20 de julho de 2013 aconteceu o primeiro encontro do projeto “Rede de comunidades autogestionárias”, na sede do FTIARS – Porto Alegre/RS. Confira os principais pontos em discussão.

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O processo que produziu o encontro

O formato e os conteúdos do encontro, construídos de forma crítica aos modelos tradicionais, resultam de um processo que passa pela retomada dos seguintes pontos: i) Comunidade Autônoma Utopia e Luta; ii) Escola de Construtores Sociais (ou Escola de Construtores Insurgentes, na ideia original); iii) 1º ciclo internacional Práticas de Morar: produção gestão e vida coletiva; iv) criação e gestão da COOPSUL; v) discussão da política urbana e dos programas de financiamento e, finalmente; vi) Escola Latinoamericana de Autogestão Popular (iniciativa articulada pela Secretaria Latinoamericana de Vivienda Popular – SELVIP);

Particularmente importante foi a participação da COOPSUL – com suas concepções, práticas e determinação – na Escola de Autogestão Popular, em Curitiba (maio de 2013), que conferiu o tom necessário ao encontro. No segundo módulo da Escola, identificou-se o debate em torno de experiências concretas, mas com certo déficit conceitual para direcionar e avaliar estas experiências. Assim, a pauta foi construída em torno de três conceitos: a meta almejada da AUTOGESTÃO, a necessária diferenciação entre esta e as PRÁTICAS AUTOGESTIONÁRIAS e, não menos importante, sua necessária base material, os TERRITÓRIOS COLETIVOS, ampliando e trazendo novos significados à pauta da propriedade coletiva, hoje em debate no Brasil.

A dinâmica do dia

O debate foi aberto com foco na aplicação dos recursos públicos na ordem territorial para a reconstrução dos valores e conceitos de classe. À luz conjuntural, foi retomado o debate da ultima década entre algumas organizações com a intenção de firmar alguns conceitos propositivos, utilizando-se de algumas referências importantes e preparando a base da ação.

Na apresentação do Projeto, alguns dos envolvidos na sua construção falaram sobre temas específicos como projeto de Arquitetura e Urbanismo, Ambiente e Trabalho Social. Logo após, formou-se uma mesa para falar dos desafios que o projeto enfrentará frente à institucionalidade, que contou com a presença de Carlos Schmidt (NEA e ITCP/UFRGS), Cecília Hypólito (coordenadora macrorregional da SEPLAG/RS e Fórum de Governo da Região Sul), Maria das Graças (coordenação da União Nacional por Moradia Popular – UNMP), Evaniza Rodrigues (Caixa Econômica Federal) e Adriano Castro dos Santos (Prefeitura de Candiota). Foi o momento de oficializar a adesão de novas organizações ao Projeto. À tarde foram divididos três grupos de trabalho sobre temas específicos sugeridos pela organização.

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Resultados

Na dinâmica dos grupos, o primeiro debateu em torno das “práticas autogestionárias”, ressaltando a necessidade de romper com o modelo capitalista, fomentar redes autogestionárias, unir forças com os movimentos populares e pressionar o estado em busca de mudanças estruturais. O grupo que debateu os “territórios coletivos”, trabalhou com a ideia hipotética de um terreno urbano com características especificas, trazendo para o debate a constituição do espaço em uma concepção coletiva. Ainda, ressaltou a necessidade urgente de cumprimento da função social da terra pública e privada, compreendendo que estes territórios, para além da moradia, devem ser espaços de luta e resistência permanente. O grupo que debateu o tema da Autogestão um exercício rápido de metodologia de consenso, concluindo que a Autogestão, comparada com outras formas de gestão, destaca-se por ser uma construção coletiva que necessita de um tempo diferente para a tomada de decisões.

Por fim, reafirmou-se o ponto sobre a ausência de direitos básicos, resultado do modelo de desenvolvimento histórico potenciado atualmente. As não-garantias foram colocadas como ponto inicial da ação integral: moradia, educação, saúde, alimentação, ambiente, cultura, geração de renda, administração comunal, etc. O projeto, portanto, parte do princípio de catalisar as urgências da população para que uma nova sociabilidade seja imediatamente possível a partir da mudança da base material da vida.
Além dos organizadores e das organizações já citados na mesa da manhã, compareceram integrantes da COOPAN, COOPERCAM, Associação de Mulheres Unidas Pela Esperança do Morro da Polícia – AMUE, Associação dos Moradores do Morro Santa Teresa – AMUST, Colégio de Aplicação da UFRGS, Levanta Favela, Comitê Popular da Copa, ONG Econsciência, ONG Resistência Participativa.

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terça-feira, 2 de julho de 2013

Primeiro encontro do projeto "Rede de comunidades autogestionárias"



Porto Alegre, RS, Brasil, século XXI, Coopsul presente!

Vivemos tempos de transformações. Revisionismos, desconstruções, dúvidas – também tempos de propostas e reconstruções, mesmo que estas aconteçam através de caminhos pouco iluminados. Em tempos de quedas de paradigmas se faz urgente o aporte radical de propostas que finalmente coloquem a humanidade como centro e o fim de si mesmas. É para tanto que viemos construindo uma pauta que resulta, neste momento, no primeiro encontro do projeto "REDE DE COMUNIDADES AUTOGESTIONÁRIAS", cujos principais temas são a AUTOGESTÃO, a necessária diferenciação entre esta e as PRÁTICAS AUTOGESTIONÁRIAS e, não menos importante, sua necessária base material, os TERRITÓRIOS COLETIVOS.

Levando em conta o histórico das movimentações sociais desde a década de 1980, parece existir uma dinâmica particular de relação entre movimentos sociais e Estado no Brasil. A proliferação de espaços de participação popular como conselhos, orçamentos participativos e fóruns de diversas naturezas, entre outros, são avaliados como resultado da dinâmica de pressão popular sobre as esferas governamentais. Estudos recentes analisam tais experiências em termos de interdependência entre estados e estes movimentos.

Com a política de habitação acontece algo parecido. No Brasil, o Governo Federal passou a financiar cooperativas de habitação desde 2004, pelo menos. Primeiro foi através do Programa Crédito Solidário, depois substituído pelo Programa Habitacional Entidades, o já conhecido Minha Casa, Minha Vida – Entidades, iniciado com um design empresarial, mas, pouco a pouco, transformado pelas lutas e necessidades das entidades a que atende. Nunca antes houve um programa que financiasse cooperativas habitacionais no Brasil e este foi um avanço significativo.

Porém, com o boom do preço da terra, os recursos disponibilizados para construir moradias frequentemente não permitem boa qualidade, localização, acesos a serviços e equipamentos urbanos. Mais, as condições de financiamento acabam engessando os projetos ao modelo da indústria da construção civil, não há recurso para a participação na sua elaboração e, frequentemente, o trabalho técnico-social não atende às necessidades reais. Em sua grande maioria não induzem para nada além de si mesmos, isto é, são empreendimentos habitacionais convencionais cuja responsabilidade de produção – que seria do Estado – foi transferida para uma entidade (cooperativa habitacional, por exemplo). Isto resulta em pós-ocupações desastrosos: venda das chaves, poucas alternativas de trabalho e serviços, desagregação social, entre outros. Obviamente, isto ataca o chamado “déficit habitacional” apenas paliativamente.

Fato é que, com maior ou menor sucesso relativo, o resultado não tem sido satisfatório nem em termos de produção de cidade, nem de soluções que induzam a um aprofundamento democrático da produção ou da gestão.

Por enquanto, com serenidade, podemos partir da certeza de que é possível catalisar as urgências da população para que uma nova sociabilidade na cidade (e no campo) seja imediatamente possível a partir da mudança da base material da vida das pessoas. É o primeiro passo. É o nosso convite.

Obs: a participação será possível mediante convite.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Visitação Pedagógica à COOPSUL - Escola Municipal Lindolfo Fanton


Visitação Pedagógica à COOPSUL - Escola Municipal Lindolfo Fanton

A COOPSUL recebeu hoje 16 alunos da Escola Municipal Lindolfo Fanton com idade de 10 a 13 anos. Acompanhados pelas professoras responsáveis pelo Grupo de Educação Ambiental da escola, tendo como objetivo, conhecer o Horto Hidropônico situado no terraço do prédio da Comunidade Utopia e Luta.

A visitação teve início às 9h, encerramento às 11h. A primeira atividade desenvolvida foi a de recepção no teatro Quilombo das Artes, coordenada pelo representante da Coopsul Eduardo Solari, numa conversa sobre o histórico da moradia urbana Movimento Utopia e Luta, e as ações desenvolvidas pela Coopsul, dentre elas a hidroponia.



Após o lanche as crianças conheceram o prédio da comunidade e participaram de uma oficina de Educação Ambiental coordenada pela professora Sirlei Minosso, tendo como tema a Hidroponia – “Hidro” – Água, sua importância, seus ciclos, como chega até nós. E “Pono” – Trabalho, A arte de cultivar sementes geradas e alimentadas pela água, substratos; sais minerais e o grande centro de energia do universo o Sol.


Plantar sementes, é o mesmo que cultivar a esperança, fazer brotá-la nos corações das novas gerações de que um mundo melhor, mais justo é possível quando olhamos nos olhos destes pequenos e encontramos o brilho neste olhar toda vez que conhecem mais alguma coisa sobre o fascinante ato de produzir alimentos de qualidade.

O grupo plantou sementes de alface manteiga, replantou mudas, fez muitas perguntas, cujas respostas somente o viver e o experimentar poderá solucioná-las. Pois a maior aprendizagem será concretizada nas próximas ações em suas famílias e na escola realizando um trabalho de conscientização também junto à comunidade escolar da qual fazem parte.


A riqueza da experiência proporcionada, trocada em tão pouco tempo é imensurável, sendo essa relação escola, sociedade – Coopsul um lição de cidadania que nos afirma que a Educação não tem fronteiras e o Saber está para além dos muros das salas de aula, está no sabores de uma alimento produzido com o esforço e organização, coletivos.




Para finalizar a visita o grupo conheceu a serigrafia, o atelier de corte e costura e a lavanderia comunitária acompanhados por Nanci Araújo, proporcionando ao grupo uma visão mais ampla sobre os núcleos de geração de trabalho e renda da cooperativa.







sábado, 16 de março de 2013

PROVE ESTA DELÍCIA!! ENCOMENDAS 3211 2248



COLOMBA PASCAL 






TELE - PIZZA COOPSUL


                          
  TELE – ENTREGA PIZZAS
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http://coopsul.blogspot.com.br/
Coopsul – Núcleo de Alimentação
Economia Solidária

° Vegetariana (berinjela, cebola, tomate, pimentão, cenoura, abobrinha,
azeitona – escolher até três ingredientes)
° Mussarela
° Coração
° Calabresa
° Portuguesa
° Rúcula com Tomates Secos


*** Massas com farinha integral ou farinha branca
*** Todas as pizzas levam molho de tomate, mussarela e orégano

Tamanho Família (35cm)

Valores: a partir de R$ 25,00

Outros sabores favor consultar.

Encomendas: sexta – sábado e domingo
09hs às 11hs30min. Entregas: 12hs às 13hs30min.
14hs às 19hs30min. Entregas: 19hs às 23hs30min.